sábado, 16 de junho de 2012


LUZ eternamente minha


És o Sol que aquece minha alma
Nesta vida sozinho vivida
És a Lua da minha noite calma
Longa e mal dormida

Não fosse a tua presença constante
No meu pensamento cansado
Seria um cavaleiro andante
Sem rumo, desorientado

Para que continuar vivendo
Se amar-te me é negado
Mais vale partir sofrendo
Levando meu triste fado

E quando na hora do adeus
Apenas te peço que escrevas
Um poema/recado para Deus
Para que não me deixe nas trevas

Só assim doce princesa
Poderei amar-te para sempre nessa vida
Nesse outro mundo de  certeza
Serás eternamente minha querida!

28/01/2012

Hombresolo

23 comentários:

  1. Em tava gosta de antes de mais da nhes Parabens pe Sr. Luis Lobo pq mim é um fã de esse programa desde a muitos anos, conde em tava mora ne Paul em ca tva dormi sem antes de uvi esse programa, nunca em tive jeito pe escrve poesia mas em te gosta de uvi e ale um pouco, mas de ouvi dclamação de poesia...

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  2. Obrigado caro amigo. É sempre um prazer sabê que Musica & Poesia tem gente amiga e colaboradora. Bo podê acreditá que no ta continua ta aposta na jovens poetas e nos objectivo é consegui trazê pa nos programa gente que tá lê, escrevê ou simplesmente ta gostá de poesia.
    F'ca dret e da noticias sempre. Se bo ta na Cabo Verde bo podê continua ta uvi nos programa 5ª feira na RCV a partir de 22h00. Se bo ta vivê na estranger tambê bo pode uvi Musica & Poesia na sitio de RCV na net, rcv online ou via rtc.cv e clicá na rcv emissões em directo.
    Um abraço e muitas felicidades

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  3. Bom Dia e boa semana!
    Enviado por Zé Cunha - Portugal


    A lição de poesia
    João Cabral de Melo Neto
    1.

    Toda a manhã consumida
    como um sol imóvel
    diante da folha em branco:
    princípio do mundo, lua nova.

    Já não podias desenhar
    sequer uma linha;
    um nome, sequer uma flor
    desabrochava no verão da mesa:

    nem no meio-dia iluminado,
    cada dia comprado,
    do papel, que pode aceitar,
    contudo, qualquer mundo.

    2.

    A noite inteira o poeta
    em sua mesa, tentando
    salvar da morte os monstros
    germinados em seu tinteiro.

    Monstros, bichos, fantasmas
    de palavras, circulando,
    urinando sobre o papel,
    sujando-o com seu carvão.

    Carvão de lápis, carvão
    da idéia fixa, carvão
    da emoção extinta, carvão
    consumido nos sonhos.

    3.

    A luta branca sobre o papel
    que o poeta evita,
    luta branca onde corre o sangue
    de suas veias de água salgada.

    A física do susto percebida
    entre os gestos diários;
    susto das coisas jamais pousadas
    porém imóveis - naturezas vivas.

    E as vinte palavras recolhidas
    as águas salgadas do poeta
    e de que se servirá o poeta
    em sua máquina útil.

    Vinte palavras sempre as mesmas
    de que conhece o funcionamento,
    a evaporação, a densidade
    menor que a do ar.

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  4. Pensamento

    Que tormento,
    que aborrecimento,
    tua ausência
    dá-me impaciência

    estou pensativo
    por ser cativo
    da tua personalidade
    e com vitalidade

    Oh jasmim,
    quero-te p´ra mim.



    CanalAzul do Paul – Santo Antão

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  5. Quando o silencio fala mais alto

    Na mais longa noite escura
    Tudo foi claro como o dia
    Não dormi, não houve cura
    Para a forte dor que sofria

    O silencio falou mais alto
    Pois tua voz não ouvia
    Quis voar mas apenas dei o salto
    No abismo que me perseguia

    Incertezas me perseguem
    Depois de tanto esperar
    Com medo que me neguem
    Por desesperadamente amar

    Vem Musa da minha vida
    Diz-me que tudo é um sonho
    Que a poesia prometida
    Nada tem de medonho

    Acordo deste sono acordado
    Com a esperança renovada
    De que nada está mudado
    Com minha poetisa amada.

    Que a solidão mata
    Há muito compreendi
    Mas com o silencio da bem amada
    Só eu sei quanto sofri!!!!

    Mas meu sonho é maior
    Do que esta imensa dor
    De compreender como é egoísta
    Esta minha maior conquista!

    Meu Deus! Que meus versos impuros
    Me rasguem o peito e construam um muro
    Para que meu Silencio me faça compreender
    Porque é impossível teu doce amor ter.

    HombreSolo
    24/01/02

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  6. Teus Olhos Negros
    Que dizem teus olhos negros
    Que me fazem saltar o coração,
    Dão-me frio e até tremores...
    E tu me dizes que não.

    Não ouço o que dizem teus olhos,
    Negros como uvas que são
    Os meus olhos verdes são de esperança
    Que dias melhores virão!

    Amo teus lindos olhos negros
    Pois aumentam minha paixão,
    Espero que um dia me amem
    E me olhem sem compaixão.


    LSLOBO
    04/03/2012

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  7. O que dizem teus olhos?

    Era meio dia ou pouco passava
    Quando minha amada vislumbrei
    A saudade já me matava
    Quando de alivio respirei

    Mas foi esperança de pouca dura
    Quando em seus olhos reparei
    Tão serenos e castanhos de uva madura
    Com tanta indiferença que me espantei

    Conheço os teus olhos
    E eles dizem tudo!
    Conta-me o que se passou no teu peito
    Ou algum mal que tenha feito

    Não consigo acreditar
    Que algum mal te tenha causado
    Só por muito eu te amar
    Tenhas esta história terminado!

    Onde está a meiguice do teu olhar?
    Para onde foi o mel da tua boca?
    Será que chegou a hora do adeus?
    Então deixa pela ultima vez
    Meus lábios se unirem aos teus

    Quero levar comigo para sempre
    A tua imagem doce e angelical
    O doce sabor dos teus beijos
    E o carinho com que me enfeitiçaste!

    Francisco Manso
    05/03/12

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  8. MEUS MOMENTOS (2)

    Só, em meus momentos
    Não há nada! É tudo escuro!
    Para além de sentimentos
    Apenas pensamentos sussurro!
    Quanto desperto deste sono acordado
    Num instante te oiço calado
    Sinto que estou enganado
    E na cama fico deitado

    Revivo momentos de que não me esqueço,
    E nesta ilusão a realidade bem conheço!

    E qual fiel e dedicado cão
    Entrego-te meu coração.
    Hoje, magoado
    Calo-me perante a dura realidade
    De estar amargamente envergonhado
    De uma noite à deriva e embriagado!

    11/03/12
    lsl
    Francisco Manso

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  9. PORQUÊ??????

    PORQUE SERÁ MEU AMOR
    QUE SÓ AGORA NO OUTONO DA VIDA
    NASCE NO MEU JARDIM QUASE SEM COR
    A FLOR HÁ MUITO QUERIDA?

    PORQUE SERÁ MEU DEUS
    QUE MINHA MÃE ME FEZ TÃO CEDO
    SE AGORA NA HORA DO ADEUS
    DE PARTIR TENHO MEDO?

    SERÁ MEU AMOR IMPRESCINDIVEL
    QUE NO FIM DA ESTRADA DA VIDA
    HAJA ESPERANÇA POSSIVEL
    QUE ENCONTAR MINHA QUERIDA?

    SE NÃO ME RESPONDES PELA POSITIVA
    DEIXA-ME AO MENOS PARTIR FELIZ
    O QUE RESTA DESTA VIDA
    SE NÃO POSSO TER QUEM SEMPRE QUIS?

    FICA A MAGOA E A SAUDADE
    DE TER QUE PARTIR E ELA FICAR
    NESTA CRUEL VERDADE
    DE NUNCA MAIS TE PODER AMAR!

    HombreSOLO


    MINDELO, 24 DE JANEIRO DE 2012.

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  10. Renascer da chama

    Lembras-te musa dos meus versos
    Como foi que aconteceu?
    Nas ondas da rádio da nossa poesia
    Minha paixão por ti nasceu!

    Cresceu e ficou guardado
    A sete chaves por anos dourados
    Vivi por ti calado
    Noite e dia de sem sonhos realizados

    Há um mês minha querida
    No alto do forte da nossa cidade
    Fizeste renascer a chama esquecida
    Com o beijo quente e doce da tua mocidade.

    Como viver este amor divido
    De duas gerações distantes
    Tenho o coração partido
    Por esta paixão de instantes
    Vou aprender a amar assim
    Da forma como te dá felicidade
    Mesmo que não me sinta em mim
    Nesta difícil realidade!
    HombreSOLO

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  11. A espantosa realidade das coisas

    A espantosa realidade das coisas
    É a minha descoberta de todos os dias.
    Cada coisa é o que é,
    E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
    E quanto isso me basta.

    Basta existir para se ser completo.

    Tenho escrito bastantes poemas.
    Hei de escrever muitos mais, naturalmente.

    Cada poema meu diz isto,
    E todos os meus poemas são diferentes,
    Porque cada coisa que há é uma maneira de dizer isto.

    Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
    Não me ponho a pensar se ela sente.
    Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
    Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
    Gosto dela porque ela não sente nada.
    Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.


    Outras vezes oiço passar o vento,
    E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
    Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
    Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem esforço,
    Nem ideia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
    Porque o penso sem pensamentos
    Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
    Uma vez chamaram-me poeta materialista,
    E eu admirei-me, porque não julgava
    Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
    Eu nem sequer sou poeta: vejo.
    Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
    O valor está ali, nos meus versos.
    Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

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  12. Açores - Ilhas Formosas

    Ilhas erguidas no mar
    Onde o olhar quer avistar
    Belas paisagens espirituosas,

    Onde voam muitas gaivotas!
    Remotas diminutas e harmoniosas
    São todas estas ilhotas,
    Que acarretam na recordação
    A vida ancorada sem ilusão!
    Num porto conquistado
    Pela água impregnada
    Que encanta o sonho,
    Do tamanho do mundo!
    Rochedos estendidos
    Banhados por este mar,
    Com margens guarnecidas
    Pela beleza presa no olhar!
    Nuvens espessas abatem
    Na vontade de sentir o nevoeiro
    Surgindo fumarolas de êxito
    Guardadas por lagoas perfeitas!
    Formadas por torrentes
    Surgem caldeiras ardentes,
    Que embalam estes ilhéus valentes
    Que são um fascínio clemente!
    Estas ilhas são uma bênção,
    São pedaços de Portugal,
    Que guiam na imaginação
    O quanto este lugar é especial!
    Ser ilhéu é desenvolver e traçar
    Uma meta de objetivos a concretizar,
    Mergulhados nas águas do remanso
    Deste grande oceano!

    2012, Ana Isabel Rosa

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  13. Vale sempre a pena ter amigos! A Poesia junta aqui os que não nos matam os sonhos!!
    Abraço para as nossas Ilhas e para as outras que também nos reforçam a Esperança!

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  14. MEU ANJO…LUZ DA MINHA VIDA!

    É LINDO O TEU SORRISO
    É ESTRANHO O TEU OLHAR
    TEU CORPO COR DE ÉBANO
    É PROFUNDO COMO O MAR

    O DOCE DOS TEUS BEIJOS
    TEM O PERFUME DE JASMIM!
    O CALOR DOS TEUS ABRAÇOS
    É TUDO PARA MIM!

    MINHA PAIXÃO É VERDADEIRA
    SURGIU DE FORMA NATURAL
    TALVEZ SEJA A DERRADEIRA
    POR ME CAUSAR TANTO MAL!

    MOSTRASTE-ME ONDE MORA A FELICIDADE
    E LÁ VIVI APAIXONADO E SOFREGAMENTE
    MAS NÃO IMAGINAVA QUE A INFELICIDADE
    VIRIA MORAR COMIGO ETERNAMENTE.

    O BRILHO DOS TEUS OLHOS CASTANHOS
    CEGOU PARA SEMPRE MEU CORAÇÃO
    MEUS SOFRIMENTOS TAMANHOS
    ME TIRAM A RAZÃO
    …..segue

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  15. Ana Isabel Rosa

    A queda de um anjo
    É uma inclinação de liberdade,
    De sensibilidade,
    Vivida e absorvida
    No tempo e na capacidade,
    De aspirar certas verdades

    E virtudes sugadas na vontade.
    Asas cansadas aceitam o salto no vazio
    É o desígnio no delírio sentido,
    Que assinala a existência
    Como um ferro que marca
    O corpo e a mente.

    Âncora fixa
    Nas correntes do entendimento,
    Prodígio louco
    Amarrado nas entranhas do conhecimento.
    Realidade da vida
    Em que cada bater de asas anuncia
    A humanidade roga
    Que o céu devolva à Terra
    Numa queda suave e serena,
    Um anjo caído
    Para proteger o universo!

    2012, Ana Isabel Rosa

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  16. Turíbio Hamilton Pinheiro
    Céu di Djabraba

    (À memória do meu primo Wawá – Julio Water de Azevedo Feijóo –
    companheiro de infância e juventude e inesquecível amigo de toda a vida. Um irmão.)
    Sonhei?
    Ou apenas me debrucei sereno
    Na imensidão do Nada?
    A Porta abriu-se
    e de repente te tornaste imenso
    vendo a frente e o verso
    Do que nas desnudas mãos eu trago:
    Meus pensamentos
    Meus sentimentos
    Como percorres distâncias
    juntando o perto e o longe!...
    Cantas e ris de alegria vendo tudo e tudo ouvindo...
    Todos ao teu redor
    Cantando Luzes
    Jamais o medo
    di Ruberona
    Jamais o medo da noite escura
    Vãos mistérios segregados!
    Abriu-se a Porta Enigmática e Bela
    e breve
    a tua voz juntou-se à voz dos santos
    à voz dos anjos
    e soou um cântico no Universo Nosso...
    Ouviu-se então a tua voz sem par:
    “Ó morininha di odjo di uba
    Creio é tirado pa anjo di céu...”
    A tua ilha
    - O nosso berço -
    chorou mansinho
    ( Neba fitchâ
    Tchom malbejâ
    fei-fei caí.
    Tchuba tchobé
    Na Lém, mansinho...)
    Sonhei?
    Ou acordei de um sonho antigo?
    Ou apenas mergulhei num sonho, Amigo?

    Lisboa, 07/08/2012
    Nhomito

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  17. Gostei imenso desta tua homenagem.
    Um abraço

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  18. JORGE VERA-CRUZ BARBOSA

    Jorge Vera-Cruz Barbosa (1902-1971)
    Jornalista Cabo-Verdiano.
    Escritor, nasceu na ilha de Santiago e morre em Portugal. Colaborou em várias revistas e jornais portugueses e cabo–verdianos. A publicação de Arquipélago em 1935 foi um marco para o nascimento da poesia cabo-verdiana, e por isso é considerado o pioneiro da moderna poesia cabo verdiana, onde os problemas sociais e políticos passaram a constituir uma das grandes temáticas do escritor.

    PRELÚDIO

    Quando o descobridor chegou à primeira ilha

    nem homens nus
    nem mulheres nuas
    espreitando
    inocentes e medrosos
    detrás da vegetação.

    Nem setas venenosas vindas do ar
    nem gritos de alarme e de guerra
    ecoando pelos montes.
    Havia somente
    as aves de rapina
    de garras afiadas
    as aves marítimas
    de vôo largo
    as aves canoras
    assobiando inéditas melodias.

    E a vegetação
    cujas sementes vieram presas
    nas asas dos pássaros
    ao serem arrastados para cá
    pelas fúrias dos temporais.

    Quando o descobridor chegou
    e saltou da proa do escaler varado na praia
    enterrando
    o pé direito na areia molhada
    e se persignou
    receoso ainda e surpreso

    pensa n´El-Rei
    nessa hora então
    nessa hora inicial
    começou a cumprir-se
    este destino ainda de todos nós.

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  19. DECLAMAÇÃO DE POEMAS

    A poesia é uma das mais completas formas de expressão artística.
    Ela fala-nos de sentimentos, de acontecimentos, de pessoas, de lugares, enfim …de conhecimentos.
    A declamação é a verbalização ou interpretação da poesia, ou seja: o declamador dá voz ao autor da poesia.
    Ao pretender declamar, uma pessoa tem que tomar alguns cuidados, sem os quais corre o risco de cometer erros, que podem comprometer a qualidade artística de seu trabalho.
    ESCOLHA DO POEMA
    O primeiro cuidado que o declamador deve ter é com relação à escolha do poema. Se o mesmo estiver na 1ª pessoa do singular ou do plural, deve ser compatível com a situação do declamador: sexo e idade.
    COMPREENSÃO
    O declamador deve compreender perfeitamente o que está dizendo, isto é conhecer o poema, saber o que significa cada termo do poema, bem como sua correta pronúncia. Também dever entender a pontuação, para poder fazer as pausas adequadamente. É comum ver-se um declamador recitando um poema verso a verso, quebrando o sentido da frase, ou da expressão.
    MEMORIZAÇÃO
    Memorizar um poema, não é apenas decorar os seus termos. È recomendável que a memorização ocorra simultaneamente com a interpretação. Outro detalhe importante é a memorização gradual, ou seja, memoriza a 1ª estrofe, depois a 2ª, antecedida da 1ª, depois da terceira, antecedida da 1ª e das 2 ª e assim sucessivamente. A tentativa de memorização simultânea de todas pode ocasionar o esquecimento de parte de parte e daí não saber como continua.
    POSTURA CÊNICA

    Por postura cênica entende-se a gesticulação que deve acompanhar a recitação do poema. Os gestos não devem ser muitos, nem exagerados, devendo ser coerentes.
    INTERPRETAÇÃO
    É na interpretação que o declamador tem a oportunidade de mostra a sua arte. A interpretação deve ser comedida, porém não pode ser pobre.
    IMPOSTAÇÃO DE VOZ
    Impostação de voz é do que a interpretação de um poema, sob o aspecto da voz. Deve ser observado com muito cuidado o texto, para não se dramatizar passagens neutras, ou não apresentar de maneira neutra passagem dramáticas.
    IDENTIFICAÇÃO DO POEMA
    Necessariamente tem de ser indicados o nome de seu autor e o titulo do poema , antes de iniciar a declamação. Porém não os dizer já declamando.
    AGRADECIMENTO
    Alguns declamadores ao terminar sua interpretação acrescentam agradecimentos ou a expressão!”Tenho dito”. Não cabe. Para indicar que terminou sua recitação o declamador deve usar um pequeno estratagema, que pode ser diminuir o tom da voz, levantá-lo, se couber, fazer um gesto de cabeça ou de mãos.
    “A poesia para mim é uma segunda pele...declamar é vida “

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  20. II. Morna - A voz da Alma Cabo-verdiana na Língua Crioula
    A Força de Cretcheu
    Ca tem nada na es bida
    Mas grande que amor
    Se Deus ca tem medida
    Amor inda é maior.
    Maior que mar, que céu
    Mas, entre tudo cretcheu
    De meu inda é maior
    Cretcheu más sabe,
    É quel que é di meu
    Ele é que é tchabe
    Que abrim nha céu.
    Cretcheu más sabe
    É quel qui crem
    Ai sim perdel
    Morte dja bem
    Ó força de chetcheu,
    Que abrim nha asa em flôr
    Dixam bá alcança céu
    Pa'n bá odja Nôs Senhor
    Pa'n bá pedil semente
    De amor cuma ês di meu
    Pa'n bem dá tudo djente
    Pa tudo bá conché céu
    Eugénio Tavares

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  21. Uma forma muito grande!
    Grande Eugenio Tavares!!!

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  22. Realizo e apresento, às 5ª feiras, entre as 22h10 e as 23h00 (horas de Cabo Verde), na RCV – Radio de Cabo Verde, um programa onde o objetivo principal é divulgar a Poesia e a Musica de Cabo Verde. Se quiserem ouvir podem ir a www. rtc.cv e clicar em rcv e emissão . Colaborem enviando sugestões e caso escrevam poesia, enviando também os vossos poemas. Um abraço do tamanho do mundo! Luis Lobo

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  23. "O homem não morre quando deixa de viver,
    mas sim quando deixa de amar."
    (Charles Chaplin)

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